"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."
Albert Einstein.
"Mude seus pensamentos e você mudará o mundo"
Maurício Filho.
FIlOSOFIA
oU
Física
Quantica
Na tradição filosófica a concepção de filosofia foi confundida
com a de metafísica, isso se deu pela influência da obra de Platão que marcou
fortemente o rumo das proposições filosóficas. A metafísica é uma área da
filosofia, podemos definir a metafísica – numa definição pobre – como o ramo da
filosofia que conjectura sobre o fundamento transcendente da realidade. Muitos
acreditaram e talvez alguns ainda acreditem que a filosofia/metafísica é a
disciplina que da conta de responder a maioria das perguntas sobre a “verdade”
de nossa existência, ou no mínimo está no caminho certo.
Na filosofia contemporânea surgem criticas a essa pretensão,
alguns consideram que as criticas a filosofia/metafísica principia com
Nietzsche, outros com Hegel, independente de onde se inicia a critica o
importante é que ela nos deu – nós estudantes de filosofia, e filósofos – a
oportunidade de pensar com cautela sobre a importância do papel da filosofia
para a humanidade.
A filosofia ainda é necessária? Acredito que sim quando penso na
contribuição da filosofia/metafísica para o surgimento e desenvolvimento das
ciências, entretanto, com o aprimoramento dos métodos científicos esta toma
caminhos diferentes da filosofia, o que – para mim – não tira o valor da
filosofia. Acho que cabe aos filósofos do século XXI começar a tentar construir
um papel deferente para a filosofia, insistindo em desfazer o equivoco
filosofia/metafísica que já não é mais necessária, alias já vem se tornando
pejorativa, mesmo entre o dito “senso comum”, entre os que estão dentro desta
classificação muitos acham que a filosofia/metafísica é “viajar na maionese”.
Que rumo os novos filósofos devem tomar? A filosofia pode ser
importante tanto para o âmbito privado quanto para o publico? Será que devemos
continuar a gastar esforços conjecturando sobre a existência de algo
transcendental ou devemos abandonar essa pretensão e nos voltar para questões
políticas – discutindo ética e valores a serem conservados, incentivar ações
voltadas para diminuição do sofrimento do outro –, para a linguagem – a fim de
tentar entendermos um pouco melhor as diversas nomenclaturas com que
descrevemos nossas vidas, e as historias que contam sobre o caminho percorrido
por nossa espécie ate aqui, com o intuito de tomarmos decisões que levem em
conta não só a nos mesmo?
Em relação ao linguajar do filosofo e aos meios de expor seus
pensamentos, o filosofo deve manter sua linguagem culta ou deve tentar se
aproximar do “povo”? O filosofo do século XXI deve limitar-se a somente a
escrever livros ou pode lançar mão de recursos como a internet e suas redes
sociais? Se o filosofo não foge as contingências de seu tempo acredito que
essas duas ultimas questões são pertinentes para discutirmos o tipo de relação
e comunicação que o filosofo do século XXI deve ter com os membros da sociedade
ou das redes sociais a que tem acesso.
Essas são algumas questões que podem surgir para aqueles que
levam a sério os contemporâneos e que já perderam a esperança na
filosofia/metafísica. O papel do filosofo no século XXI ainda é incerto, cabe
aos filósofos nesse momento se esforçarem para encontrar um caminho que se
adéque as contingências de sua época, um caminho ou vários que possibilitem à
filosofia ter um papel significante em seu tempo, se é que em nosso tempo a
filosofia ainda é importante.
Um filósofo importante que acredito ter grande influência nas
visões “reformadoras da filosofia” é Richard Rorty. Não que ele nos apresente o
melhor caminho ou o mais correto, mas, a possibilidade de vermos a tradição de
forma com que não estamos acostumados a ver, podemos tentar vela a partir de um
vocabulário diferente e assim alguns podem talvez, reformular a visão que tem
da tradição – as consequências disso são difíceis de prever - , outros podem
não concordar com Rorty e talvez ate tornarem se críticos deste – isso é algo
que tem acontecido.
Rorty nos apresenta um vocabulário que não tem a pretensão de se
colocar como o mais próximo da verdade, e sim, talvez o mais adequado as
contingências, as demandas de nossa época. Ele propõem o abandono do
vocabulário iluminista/ racionalista/essencialista, deixando para trás
conceitos como os de: verdade, conhecimento, moral, humanidade, eu, realidade,
que giram em torno do conceito de essência, e que para Rorty também deve ser
abandonado ou redescrito. Rorty não coloca outro conceito no lugar deste na
tentativa de nos definir dentro de uma “essência esférica”. Ele tenta mostrar
que podemos nos descrever e redescrever , e as descrições que fazemos de nós e
dos outros moldam nossas relações sócias e são o máximo que podemos fazer para
falar de nós mesmos. Isso pode ser explorado e com algum esforço pode surgir
daí um estudo antropológico que tente definir o homem como um “animal capaz de
descrever-se” ou talvez uma antropologia filosófica que defina o homem como um
ser que “possui essencialmente a capacidade de descrição”, mas algo desse tipo
seria forçoso.
Não tem como sabermos onde vamos chegar, como estará a tradição
filosófica em alguns anos, o futuro depende das escolhas que serão feitas e
suas conseqüências.
Gostei desta frase, muito que me facina a Filosofia.
ResponderExcluirLobo Marcos da Matilha Sul