sábado, 13 de setembro de 2014

Sócrates - O mestre em busca da verdade

PARA O PENSADOR GREGO, SÓ VOLTANDO-SE PARA SEU INTERIOR O HOMEM CHEGA À SABEDORIA E SE REALIZA COMO PESSOA


Foto: Araldo de Luca/Corbis
Foto: Araldo de Luca/Corbis
O pensamento do filósofo grego Sócrates (469-399 a.C.) marca uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo baseada na observação das forças da natureza. Com Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo. Como diria mais tarde o pensador romano Cícero, coube ao grego "trazer a filosofia do céu para a terra" e concentrá-la no homem e em sua alma (em grego, a psique). A preocupação de Sócrates era levar as pessoas, por meio do autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem. Nessa empreitada de colocar a filosofia a serviço da formação do ser humano, Sócrates não estava sozinho. Pensadores sofistas, os educadores profissionais da época, igualmente se voltavam para o homem, mas com um objetivo mais imediato: formar as elites dirigentes. Isso significava transmitir aos jovens não o valor e o método da investigação, mas um saber enciclopédico, além de desenvolver sua eloqüência, que era a principal habilidade esperada de um político. Sócrates concebia o homem como um composto de dois princípios, alma (ou espírito) e corpo. De seu pensamento surgiram duas vertentes da filosofia que, em linhas gerais, podem ser consideradas como as grandes tendências do pensamento ocidental. Uma é a idealista, que partiu de Platão (427-347 a.C.), seguidor de Sócrates. Ao distinguir o mundo concreto do mundo das idéias, deu a estas status de realidade; e a outra é a realista, partindo de Aristóteles (384-322 a.C.), discípulo de Platão que submeteu as idéias, às quais se chega pelo espírito, ao mundo real.
Biografia
Sócrates nasceu em Atenas por volta de 469 a.C. Adquiriu a cultura tradicional dos jovens atenienses, aprendendo música, ginástica e gramática. Lutou nas guerras contra Esparta (432 a.C.) e Tebas (424 a.C.). Durante o apogeu de Atenas, onde se instalou a primeira democracia da história, conviveu com intelectuais, artistas, aristocratas e políticos. Convenceu-se de sua missão de mestre por volta dos 38 anos, depois que seu amigo Querofonte, em visita ao templo de Apolo, em Delfos, ouviu do oráculo que Sócrates era "o mais sábio dos homens". Deduzindo que sua sabedoria só podia ser resultado da percepção da própria ignorância, passou a dialogar com as pessoas que se dispusessem a procurar a verdade e o bem. Em meio ao desmoronamento do império ateniense e à guerra civil interna, quando já era septuagenário, Sócrates foi acusado de desrespeitar os deuses do Estado e de corromper os jovens. Julgado e condenado à morte por envenenamento, ele se recusou a fugir ou a renegar suas convicções para salvar a vida. Ingeriu cicuta e morreu rodeado por seus amigos, em 399 a.C.
Ensino pelo diálogo Nas palavras atribuídas a Sócrates por Platão na obra Apologia de Sócrates, o filósofo ateniense considerava sua missão "andar por aí (nas ruas, praças e ginásios, que eram as escolas atenienses de atletismo), persuadindo jovens e velhos a não se preocuparem tanto, nem em primeiro lugar, com o corpo ou com a fortuna, mas antes com a perfeição da alma". Defensor do diálogo como método de educação, Sócrates considerava muito importante o contato direto com os interlocutores – o que é uma das possíveis razões para o fato de não ter deixado nenhum texto escrito. Suas idéias foram recolhidas principalmente por Platão, que as sistematizou, e por outros filósofos que conviveram com ele. Sócrates se fazia acompanhar freqüentemente por jovens, alguns pertencentes às mais ilustres e ricas famílias de Atenas. Para Sócrates, ninguém adquire a capacidade de conduzir-se, e muito menos de conduzir os demais, se não possuir a capacidade de autodomínio. Depois dele, a noção de controle pessoal se transformou em um tema central da ética e da filosofia moral. Também se formou aí o conceito de liberdade interior: livre é o homem que não se deixa escravizar pelos próprios apetites e segue os princípios que, por intermédio da educação, afloram de seu interior.
O Nascimento das idéias, segundo o filósofo
Ilustração do século 19: Sócrates como mestre do guerreiro Alcibíades. Foto: Bettmann/Corbis
Ilustração do século 19: Sócrates como mestre do guerreiro Alcibíades. Foto: Bettmann/Corbis
Sócrates comparava sua função com a profissão de sua mãe, parteira – que não dá à luz a criança, apenas auxilia a parturiente. "O diálogo socrático tinha dois momentos", diz Carlos Roberto Jamil Cury, professor aposentado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O primeiro corresponderia às "dores do parto", momento em que o filósofo, partindo da premissa de que nada sabia, levava o interlocutor a apresentar suas opiniões. Em seguida, fazia-o perceber as próprias contradições ou ignorância para que procedesse a uma depuração intelectual. Mas só a depuração não levava à verdade – chegar a ela constituía a segunda parte do processo. Aí, ocorria o "parto das idéias" (expresso pela palavra maiêutica), momento de reconstrução do conceito, em que o próprio interlocutor ia "polindo" as noções até chegar ao conceito verdadeiro por aproximações sucessivas. O processo de formar o indivíduo para ser cidadão e sábio devia começar pela educação do corpo, que permite controlar o físico. Já para a educação do espírito, Sócrates colocava em segundo plano os estudos científicos, por considerar que se baseavam em princípios mutáveis. Inspirado no aforismo "conhece-te a ti mesmo", do templo de Delfos, julgava mais importantes os princípios universais, porque seriam eles que conduziriam à investigação das coisas humanas.
Opondo-se ao relativismo de muitos sofistas, para os quais a verdade e a prática da virtude dependiam de circunstâncias, Sócrates valorizava acima de tudo a verdade e as virtudes – fossem elas individuais, como a coragem e a temperança, ou sociais, como a cooperação e a amizade. O pensador afirmava, no entanto, que só o conhecimento (ou seja, o saber, e não simples informações isoladas) conduz à prática da virtude em si mesma, que tem caráter uno e indivisível. Segundo Sócrates, só age erradamente quem desconhece a verdade e, por extensão, o bem. A busca do saber é o caminho para a perfeição humana, dizia, introduzindo na história do pensamento a discussão sobre a finalidade da vida. O despertar do espíritoO papel do educador é, então, o de ajudar o discípulo a caminhar nesse sentido, despertando sua cooperação para que ele consiga por si próprio "iluminar" sua inteligência e sua consciência. Assim, o verdadeiro mestre não é um provedor de conhecimentos, mas alguém que desperta os espíritos. Ele deve, segundo Sócrates, admitir a reciprocidade ao exercer sua função iluminadora, permitindo que os alunos contestem seus argumentos da mesma forma que contesta os argumentos dos alunos. Para o filósofo, só a troca de idéias dá liberdade ao pensamento e a sua expressão – condições imprescindíveis para o aperfeiçoamento do ser humano.
A capital da democracia e do saber
O Partenon de Atenas: marco do apogeu da cultura clássica grega. Foto: Roger Wood/Corbis
O Partenon de Atenas: marco do apogeu da cultura clássica grega. Foto: Roger Wood/Corbis
Sob o governo de Péricles (499-429 a.C.), a cidade-estado de Atenas, vitoriosa na guerra contra os persas e enriquecida pelo comércio marítimo, tornou-se o centro cultural do mundo grego, para o qual convergiam os talentos de toda parte. Fídias, o arquiteto e escultor que dirigiu as obras do Partenon, o maior templo da Acrópole, os dramaturgos Sófocles, Ésquilo, Eurípedes e Aristófanes e o orador Demóstenes são nomes dessa época. O regime democrático ateniense – restrito aos cidadãos livres, deixando de fora estrangeiros e escravos – foi fortalecido por reformas que limitaram os poderes da burguesia rica e ampliaram os da assembléia e do júri popular. A educação artística do povo foi estimulada pela exibição de obras de arte em locais públicos e pelas representações teatrais.
Para pensar
Ao eleger o diálogo como método de investigação, Sócrates foi o primeiro filósofo a se preocupar não só com a verdade mas com o modo como se pode chegar a ela. Eis por que ele é considerado por muitos o modelo clássico de professor. Quando você prepara suas aulas, costuma levar em conta a necessidade de ajudar seus alunos a desenvolver procedimentos para que possam pensar por si mesmos?
Quer saber mais?
História da Educação na Antigüidade, Henri-Irénée Marrou, 656 págs., Ed. EPU, tel. (11) 3168-6077, 135 reais Paidéia - A Formação do Homem Grego, Werner Jaeger, 1413 págs., Ed. Martins Fontes, tel. (11) 3241-3677, 101,40 reais Sócrates, coleção Os Pensadores, Ed. Nova Cultural, tel. (11) 3039-0900 (edição esgotada) Sócrates, Rodolfo Mondolfo, Ed. Mestre Jou (edição esgotada)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Jovem, negro e pobre são alvos da violência no Brasil


Maurício V. Morais Filho
O Brasil carrega a triste 7ª posição no ranking de países mais violentos do mundo. Os dados apontam que 56.337 pessoas perderam a vida assassinadas no país no ano de 2012, 7% a mais do que em 2011. O crescimento de 13,4% de registros desse tipo de morte, comparados ao ano de 2002, equivalem a um pouco mais que o crescimento da população total do país, que foi de 11,1%.
Com uma perspectiva de elucidar a identificação das causas da violência nas cidades, temos um instrumento que fala da triste constatação do genocídio da população negra no país. O Mapa da violência deste ano anuncia uma tragédia que atinge toda a população brasileira, mas os casos de homicídios relatados no documento só mostra o que temos anunciado há muito tempo.
Não somos números, estamos falando de um retrato cruel das diferenças raciais no Brasil e os problemas enfrentados por cada família negra brasileira. Estou me referindo ao assassinato de jovens negros entre 15 a 29 anos, que consolidam 30.072 mortos. O número representa 53,4% do total de homicídios do país.
Mas por que este índice de mortalidade só aumenta?
A sociedade brasileira está acostumada a naturalizar a violência e junto com essa lógica o racismo institucional é utilizado como ferramenta de manutenção dessa sociedade que não só mata, mas deseja banir a juventude negra dos espaços de sociabilidade. 
A política de segurança do Estado brasileiro corrobora com o sistema racista e faz da militarização da sociedade uma maneira de analisar o cidadão pela sua renda, por sua cor e por suas características físicas, interpretando assim quem é bandido ou não. 
Por isso é tão importante debater a desmilitarização da Polícia Militar (PM). Quem não se lembra dos 111 presos assassinados em 1992 durante o Massacre do Carandiru? E o desaparecimento do Amarildo? E o assassinato da Claudia, do Douglas (o DG) e tantos outros que sucumbiram por causa da violência e despreparo policial? Esses casos, somados aos inúmeros flagrantes de abusos durante as manifestações de junho/2013, nos faz pensar sobre a urgência da desmilitarização ou mesmo o fim da PM como uma das alternativas para acabar de vez com essa indústria da morte. 
Outra alternativa para conter o extermínio da juventude negra é a aprovação da Lei que implica no fim dos autos de resistência. Por conta do auto de resistência, que é uma forma de manter impune os policiais que reagem de forma violenta contra a população, o Estado mantem um aparelho policial que tem como método o fim de quem sofre a maior violência. O negro da favela, por possuir ‘o estereotipo subversivo’, é o maior perseguido pelos policiais que se beneficiam do esquema fraudulento dos autos de resistências. É através dessa proteção do Estado que o PM mata e não é julgado como criminoso. 
O projeto democrático e popular tem conseguido conquistas importantes no ultimo período, como o aumento da presença de jovens negros na universidade e ampliação da renda dos postos de trabalho formal e da renda media do trabalhador. As Leis de Cotas, o JUVENTUDE VIVA, o PRONATEC, o REUNE e o PROUNI, o BOLSA FAMÍLIA são algumas soluções temporárias que o governo tem pensado para incluir o jovem negro na dinâmica da ocupação do espaço social. Mas precisamos ir além, precisamos dar espaço para jovem negro buscar sua emancipação.
Quando o jovem negro é impedido de ocupar os mais variados espaços,quando não consegue um emprego ou um salário descente, quando não tem acesso a educação, saúde, moradia, lazer e tantas outras necessidades básicas,ele vai optar por assumir o discurso violento que a sociedade naturaliza e reproduz. Essa catarse de violência faz do oprimido o seu próprio opressor, ou seja, o jovem, pobre e negro acaba virando o vilão da sua própria gente, alimentando o Mapa da Violência e relatando que o fim do povo negro do Brasil pode estar próximo. 
João Pessoa - PB  23-07-2014.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Homem Lobisomem Mito ou Realidade

Um grupo de cientistas estavam trabalhando em uma formula para cura de uma doença muito rara, que já estava afetando quase metade da população daquele pais.Tudo estava na mão daqueles cientistas, os ingredientes, a cobaia, estava tudo pronto para o teste, quando uma exploção acidentamente jogou o ingrediente errado na formula. Não sabendo do ocorrido, os cientistas testaram a formula, como tudo ocorreu bem, a vacina poderia ser distribuida. Mais aquela vacina, so vai trazer um caos insuportavel
Prologo 1ºCapitulo 
Era noite de outono do dia 25 de março de 1994, era uma noite fria, com fortes ventos. Todos os moradores estavam em suas casas, interditados, não podiam sair. A doença que já tomava conta do pais, contaminava cada vez mais pessoas. Mais os cientistas estavam lutando para encontrar a cura, até que uma luz brilha para eles, e a cura é encontrada, mais de repente, uma explosão :

Katia : Rapido, pegue a formula.
Bruno : Vamos colocar a ultima gota e testa-la.
Katia : Tem certeza que é esse liquido.
Bruno : Claro Katia.
Clarice : Pronto, agora vamos testa-la.

Mais agora, um caos iria começar!

Observações
O conto não passa de pura ficção, o título ''Mito ou Realidade'' é so pra ajudar.

Não há nada assustador, é como a lei da selva, devorar e ser devorado, mais não aparece fantasma e nada.

Fica a seu criterio ler ou não ler, so aviso, NÃO É ASSUSTADOR

Moderação não apague, pois não é assustador ( so a capa que parece ser mais NAO É) e eu ja vi alguns contos por aqui, então é isso, tanto que não é assustador POIS A CONTO TODO É DE FICÇÃO

sexta-feira, 7 de março de 2014

O Que Penço? O que Vejo? O Que Sou? O Que Faço?

A Natureza da Atividade Filosófica


A Natureza da Atividade Filosófica

Maurício Vicente de Morais Filho

A atividade filosófica é sui generis. Parecemos viver muito bem sem ela. Aprendemos e ensinamos, trabalhamos, ouvimos música, vamos à praia e podemos construir nossas vidas com planos de sucesso e estabilidade financeira sem nos deixarmos envolver pelo discurso e pelos problemas filosóficos. Na verdade, os problemas filosóficos normalmente nos deixam incomodados, mal humorados, ansiosos. Isso porque, como normalmente ocorre, ao tentar resolvê-los, deparamo-nos com outros problemas que até então não havíamos considerado. A filosofia parece ser não apenas desnecessária para o bem viver; ela parece ser incompatível com a idéia de uma vida tranqüila. Somando-se a isso, devemos considerar o caráter abstrato da atividade filosófica. Por lidar com problemas distantes da vida comum, o filósofo é considerado freqüentemente uma pessoa destacada da realidade, perdido em especulações inúteis, alheio aos problemas que a vida diária se lhe impõem.

Essa visão negativa do filósofo rondou-o desde os primórdios da filosofia. Como ilustração, é interessante recorrer a uma lenda acerca de Tales, o grande matemático e filósofo grego que revolucionou a geometria, aquele que inventou o ‘Teorema de Tales’, estudado nas aulas de matemática do 2o grau. Em sua época, cerca de 580 a. C., não havia a divisão do conhecimento que há hoje, de modo que o intelectual era tanto matemático, quanto político, astrônomo, geômetra, etc. Conta a lenda que Tales certa vez passeava à noite olhando para as estrelas, com o intuito de estudar seus movimentos e regularidades. Com os olhos fixos no céu, ele não percebeu que caminhava em direção a um poço. Depois de tropeçar e cair dentro dele, uma jovem trácia que testemunhara o fato observou em tom sarcástico: "tão preocupado com os assuntos celestes que acabou esquecendo da terra que o sustenta" (cf. Platão: Teeteto, 174a). Essa lenda é utilizada para caracterizar a visão que o senso comum tem do filósofo. "Filosofia", diz o dito popular, "é aquilo sem o qual o mundo seria tal e qual". O filósofo é visto como um sonhador de sonhos inefáveis, ou ainda como uma pessoa que está sempre envolvida com assuntos que a grande maioria das pessoas não dá o menor valor.

Essa visão caricatural da filosofia não se restringe ao senso comum. Guimarães Rosa certa vez definiu o filósofo como "aquele que se encontra num quarto escuro, à procura de um gato preto que não está lá. E ele o encontra..." Fernando Pessoa, em seu famoso poema ‘Tabacaria’, escreve que "a metafísica... é uma conseqüência de se estar mal disposto..." Mas será que é assim mesmo, quer dizer, será que é tão simples descartar a filosofia como uma atividade intelectual inútil? Para obtermos uma resposta satisfatória, é necessário que especifiquemos o ofício do filósofo. Qual é a natureza do trabalho filosófico?

A leitura dos filósofos sugere que a primeira característica distintiva do filósofo é a de lidar com idéias ou conceitos e não com objetos palpáveis, como o lavrador e o ferreiro. É claro que estes últimos não dispensam (e não podem dispensar) o uso de idéias, o ferreiro recorrendo sempre à idéia ou ao modelo do martelo a ser construído e o lavrador à idéia do solo e da época de plantio. O filósofo, porém, lida com idéias que não são sempre traduzíveis em coisas concretas, tais como o conceito de ‘verdade’ ou de ‘bem’. Além disso, contrariamente ao psicólogo e ao sociólogo, por exemplo, o filósofo não está preocupado em colocar em prática as suas idéias. Isso não quer dizer que ele se recuse a fazê-lo; ele simplesmente não considera a concretização de suas idéias como fundamental para a sua atividade. Como diz Platão: "o filósofo permanece totalmente alheio ao seu vizinho mais próximo; ele é ignorante..., ele mal sabe se é um homem ou um animal; ele está investigando a essência do homem". Embora ele prefira o convívio das cidades, "sua mente, desdenhando da irrelevância e da nulidade das coisas humanas, está sobrevoando o estrangeiro" (Teeteto, pgs. 25-6).

O que há de peculiar em sua prática com conceitos, isto é, em sua prática teórica, é que ele está sempre buscando o fundamento ou a raiz dos problemas e das doutrinas analisadas. Para ilustrar esse ponto, creio ser necessário recorrer a Sócrates. Perguntado pelos chamados sábios acerca do que ele conhecia, Sócrates respondeu: "A única coisa de certa que sei é que nada sei". É claro que Sócrates sabia muito mais do que isso, mas o que ele queria dizer era que, contrariamente aos chamados sábios, ele procurava se definir em termos dos limites do seu conhecimento e não em termos da quantidade de conhecimentos adquiridos. Sócrates acreditava que a primeira atitude em direção ao conhecimento não era a certeza, mas a ignorância. Nesse contexto, a palavra ‘ignorância’ não está sendo usada no sentido pejorativo, mas sim no sentido de ‘ausência de saber’, ou ‘ausência de conhecimento’. O filósofo não é, então, nem o sábio nem o ignorante. Ele é, na verdade, aquele que busca a sabedoria, ou que procura ser amigo da sabedoria. Ele não é também o homem das respostas, mas das perguntas. Diante, por exemplo, do problema acerca da atitude justa ou não de um governante, o filósofo deve destacar que o que está em jogo é antes de tudo o conceito de justiça; somente a partir de uma idéia clara desse conceito é que se pode caracterizar a atitude do governante como justa ou não. É nesse sentido que o filósofo se diz estar preocupado não tanto com a concretização da sua idéia mas com a idéia em si, isto é, não com o ato específico do governante mas com a definição clara de justiça.

Assim, o filósofo realmente parece habitar um outro mundo, aquele que não é visto ou palpável, o mundo das pressuposições e dos fundamentos do conhecimento. Ele parece estar realmente num quarto escuro à procura de um gato preto, pois muitas vezes esse fundamento ou essa raiz não se encontra visível. Ele se deixa envolver pelos pensamentos nos sentido de procurar o ponto que originou uma discussão. Mas além dessa busca da raiz dos problemas, ou melhor, além dessa atitude radical que acabei de expor, há uma segunda característica da maneira filosófica de refletir. Suponha que eu receba a tarefa de desenhar o mapa, por exemplo, da ilha de Santa Catarina. A representação, por exemplo, da orla da praia da Joaquina, deve ser construída de acordo com a escala geral do mapa. Se, por ventura, a representação em questão não respeitar a escala, a praia da Joaquina ocupará no meu mapa uma área desproporcional em relação ao todo. O filósofo, nesse sentido, é como um geógrafo: a atitude radical deve ser acompanhada de uma visão da totalidade, i.e., de uma atitude com respeito ao todo. Sem essa segunda característica, o filósofo se torna tão descuidado como o geógrafo medíocre que não leva em conta a escala do mapa que está elaborando, ou como o botânico que pretende estudar uma determinada planta sem levar em conta o tipo de solo e o clima do ambiente em que ela nasceu.

Até agora, as minhas observações não fornecem material suficiente para uma análise da visão que aquela jovem trácia e o homem comum têm do filósofo, embora já nos dêem claras indicações da visão que o filósofo tem de si mesmo. O homem comum parece ter um forte aliado, um aliado-filósofo, dos mais influentes na história da filosofia. Eu me refiro a Karl Marx. Foi ele que, em tom bombástico, afirmou: "Os filósofos até hoje se preocuparam apenas em interpretar o mundo; trata-se, porém, de transformá-lo". Parece que Marx também vê o filósofo como distante das questões do mundo. Creio, porém, que essa análise não corresponde à intenção real de Marx. É preciso reconhecer antes de mais nada que não é possível transformar o mundo sem interpretá-lo. Qualquer ação humana concreta pressupõe uma interpretação, isto é, uma atitude reflexiva e conceitual. O próprio termo "realidade" se apresenta carregado de interpretação. É como se eu apenas tivesse acesso à ilha de Santa Catarina através do seu mapa. Quando falamos, por exemplo, da situação social do Brasil contemporâneo, o que fazemos é encaixar a experiência que temos do nosso dia a dia, bem como as informações que dispomos do que acontece no Brasil inteiro e de sua história, num modelo conceitual, numa teoria, ainda que rudimentar, a partir da qual os eventos são relacionados e catalogados entre si. Assim, nenhuma atitude transformadora se dá sem que certos pressupostos sejam assumidos, sem que determinados princípios que vão direcionar a nossa investigação e a nossa ação sejam levados em conta. Em outras palavras, a transformação do real só pode ocorrer se se interpretar o que está para ser transformado. Sem um plano pré-estabelecido, com seus pressupostos teóricos, corre-se o risco de nada transformar, ou de transformar para pior.

Dessa forma, a maneira mais adequada que encontro de analisar a frase de Marx é reconhecer que, de um lado, Marx não poderia estar dizendo que devemos simplesmente parar de interpretar e apenas transformar, pois a transformação requer interpretação; de outro lado, a interpretação sem transformação é inútil, isto é, a interpretação em termos da atitude reflexiva do filósofo deve ser sempre em última instância uma interpretação com vistas à transformação do mundo. Dito de outro modo, a filosofia deve sempre falar do mundo, desse mundo diante dos nossos olhos e que tem um passado, um presente e um futuro dos quais podemos ter experiência, tentando modificá-la e melhorá-la. Embora à primeira vista não pareça, a frase de Marx é importante para uma defesa da atividade filosófica. Ela permite-nos corrigir o homem comum, mostrando-lhe o caráter enganador da idéia de que o filósofo está "do lado de fora" do mundo. Marx está se referindo a um determinado tipo de filósofo, ou a um determinado tipo de filosofia: aquele que em nada contribui para o desenvolvimento da humanidade, que é hermético, arrogante e auto-suficiente. Esse tipo de filosofia, realmente, não é interessante. Ele se reduz a um mero exercício de diletantismo.
João Pessoa, 07 de Março de 2014.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SÓCRATES DE ROBERTO ROSSELLINI

Com direção do mestre italiano Roberto Rossellini (Roma, Cidade Aberta), esta superprodução européia é a cinebiografia de Sócrates (470 - 333 a.C.), um dos maiores filósofos da Humanidade. Este DVD traz ainda um revelador depoimento de Roberto Bolzani, professor de Filosofia (USP) e especialista em filosofia socrática. Rossellini mostra o final da vida de Sócrates, em especial seu julgamento e sua condenação à morte, com destaque para os célebres diálogos socráticos: "Apologia", discurso de defesa do filósofo; "Críton", em que um dos seus discípulos tenta convencê-lo a fugir da prisão; e "Fédon", com seus últimos ensinamentos antes de tomar a cicuta. Inédito no Brasil, Sócrates é mais uma aula de cinema de Rossellini e um programa obrigatório para os interessados em Filosofia.
Nos extras, depoimento de Roberto Bolzani, professor de Filosofia (USP).
LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR.

SANTO AGOSTINHO DE ROBERTO ROSSELLINI

Com direção do mestre italiano Roberto Rossellini (Roma, Cidade Aberta), Santo Agostinho é uma cinebiografia de Agostinho de Hipona (354 - 430), um dos grandes nomes do Cristianismo e um dos maiores filósofos da Humanidade. A Versátil apresenta o filme com áudio original em italiano e opção de dublagem em português. Rossellini focaliza a principal fase da vida e da obra de Agostinho: o momento em que se torna bispo de Hipona. Com rigor histórico e realismo, o filme mostra seu combate aos heréticos donatistas, a sua famosa oratória, suas idéias e a realização de seus principais livros, como "Confissões" e "Cidade de Deus". Inédito no Brasil, Santo Agostinho é um dos melhores trabalhos de Rossellini e uma oportunidade imperdível de se conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra de Santo Agostinho.
DUBLADO EM PORTUGUÊS/BR. SEM TRECHO.

PASCAL


Rossellini nos apresenta a trajetória de Blaise Pascal (1623 - 1662), dos 17 anos até sua morte precoce, mostrando seus célebres estudos de Matemática e Geometria, seus trabalhos revolucionários sobre o vácuo, os fluidos e a pressão atmosférica; sua relação com o Jansenismo e a concepção de suas principais obras filosófico-religiosas. Nos extras, depoimento de Franklin Leopoldo e Silva, professor de Filosofia (USP). LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR

DESCARTES DE ROBERTO ROSSELLINI

Descartes, excelente cinebiografia do filósofo, físico e matemático francês René Descartes (1596 - 1650), considerado o fundador da Filosofia Moderna e autor da frase "penso, logo existo." Em quase três horas de filme em dvd, Rossellini realiza, com o seu realismo característico, um retrato fascinante da vida de Descartes e de sua busca incessante pelo conhecimento. Acompanhamos várias décadas da vida do pensador, incluindo a escrita e publicação de O Discurso do Método e de suas principais obras, o debate em torno do método cartesiano e seus estudos de geometria analítica. Inédito no Brasil, Descartes é um filme obrigatório para professores, estudantes, pesquisadores e todos os interessados em Filosofia. LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR

GIORDANO BRUNO

O filme mostra a história do astrônomo, matemático, filósofo e escritor Giordano Bruno, que viveu no final do século XVI, um período marcado por graves conflitos entre judeus e protestantes e pelo crescimento do humanismo. Giordano, apesar de ter recebido educação dominicana, discorda das verdades e dogmas da Igreja Católica e abandona a vida clerical, passando a vagar pelo mundo ensinando filosofia e a arte da memória. Suas teorias chocam-se contra o antropomorfismo e a Santa Trindade, principais dogmas do catolicismo, e sua luta política é voltada para o estabelecimento de uma sociedade pacífica, com a união entre os cristãos católicos e protestantes. Propunha um “novo homem”, marcado pela liberdade de pensamento e tolerância religiosa. Sua cosmologia interpretava Deus como a alma do universo, presente em tudo e todos, longe da idéia de um ser único e exterior ao homem como defende a igreja. Defendia também a teoria heliocêntrica de Nicolau Copérnico. Acabou sendo preso pela Inquisição em Veneza. LEGENDAS EM PORTUGUÊS/BR

O IMPACTO DE NIETZSCHE NO SÉCULO XX

HÁ AINDA TANTAS AURORAS QUE NÃO BRILHAM AINDA
Neste DVD, o professor Oswaldo Giacóia Jr., curador desse módulo Filosofia e Sabedoria, apresenta um recorte sobre o pensamento de Nietzsche a partir do livro Aurora – pensamentos sobre os preconceitos morais. Usando a epígrafe dessa obra como referência inicial, ele expõe o esforço de Nietzsche para mostrar aos seus contemporâneos a importância de refletir sobre o conceito de auto-supressão moral. Oswaldo Giacóia Jr: doutor em filosofia pela Universidade Livre de Berlim e professor de ética e história da filosofia contemporânea do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas. SEM TRECHO

A ALEGRIA E O TRÁGICO EM NIETZSCHE

Privilegiando os temas do niilismo e do eterno retorno, a palestra pretende mostrar que um dos principais objetivos de Nietzsche ao criar uma filosofia trágica é defender uma alegria incondicional com a vida, uma aprovação jubilatória da existência. São muitos os textos de Nietzsche que vão neste sentido. Será privilegiado, nesta exposição, o lugar onde o tema da alegria é apresentado com maior relevância: o livro que, para ser condizente com a idéia de trágico e a tentativa de escapar da racionalidade conceitual da filosofia, utiliza uma forma de expressão artística, ou melhor, poético-dramática, que permite considerá-lo o ápice da filosofia de Nietzsche.
Como relacionar a alegria e o trágico? A relação entre esses dois elementos é pensada pelo filósofo Roberto Machado a partir da filosofia trágica de Nietzsche. A afirmação da vida era uma questão muito cara ao filósofo alemão. Para que a vida fosse afirmada, seria preciso combater o pessimismo causado pelo niilismo, particularmente, o niilismo passivo. O programa apresenta os outros tipos de niilismo e também a resposta encontrada por Nietzsche à passividade e ao pessimismo.
TRECHO DO DVD

CAFÉ FILOSÓFICO - NIETZSCHE

O filósofo alemão Nietzsche viveu de 1844 a 1900. Mesmo assim foi capaz de antecipar algumas questões que marcaram a vida e o pensamento dos séculos XX e XXI. Hoje, Nietzsche ainda desperta um grande interesse, tanto no meio acadêmico como fora dele. Mas por que as idéias deste filósofo continuam tão atuais? Para responder esta questão, a filósofa Viviane Mose apresenta alguns dos principais temas da filosofia de Nietzsche e nos mostram os aspectos da vida e da obra deste filósofo que são fundamentais para entendermos o fascínio que ele exerce na atualidade.

Viviane Mosé é Psicóloga e psicanalista, especialista em elaboração de políticas públicas pela Universidade Federal do Espírito Santo. Mestra e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Escreve e apresenta o quadro Ser ou não ser, no Fantástico, onde traz temas de filosofia para uma linguagem cotidiana. TRECHO DO CAFÉ FILOSÓFICO

QUANDO NIETZSCHE CHOROU

Baseado no best-seller e premiado romance de Irvin Yalom, o filme “Quando Nietzsche Chorou” conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (Armand Assante) e o médico Josef Breuer (Bem Cross), professor de Sigmund Freud (Jamie Elman). Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendência suicidas. Breuer passa por uma má fase após ter se envolvido emocionalmente com uma de suas pacientes, Bertha (Michal Yannai), com quem cria uma obsessão sexual e fica completamente atormentado. Breuer é procurado por Lou Salome (Kather Winnick), amiga de Nietzsche, com quem teve um relacionamento atribulado. Ela está empenhada em curá-lo de sua depressão e desespero, assim pede ao médico que o trate com sua controversa técnica da “terapia através da fala”. O tratamento vira uma verdadeira aula de psicanalise, onde os dois terão que mergulhar em si próprios, num difícil processo de auto-conhecimento. Eles então descobrem o poder da amizade e do amor. LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR

DIAS DE NIETZSCHE EM TURIM

O filme recria os meses vividos pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) na cidade de Turim, na Itália, entre abril de 1888 e janeiro de 1889, período de grande fertilidade para o pensador. Foi lá que ele escreveu alguns de seus textos mais luminosos (Ecce Homo, Crepúsculo dos Ídolos, Os Ditirambos, entre outros) e entregou-se radicalmente a suas próprias idéias, transpassando e deixando-se transpassar por todos os signos: das artes, das ciências e da vida. Foi quando silenciou. Caminhante curioso e incansável, muito observou a cidade e explorou seus prazeres. Nietzsche fazia suas anotações, registrava suas imagens em um caderno que levava sempre consigo. Estes apontamentos são uma linha de fuga de sua existência observações, relatos, aforismos, idéias, cartas e nos mostram todo um cosmo espiritual e físico, um homem que pensa, que descobre, que cria, incansável. Homem resistente que produz um raio cujo risco fortalecerá a sensibilidade humana. FILME BRASILEIRO.

A FILOSOFIA ALEMÃ DE KANT A NIETZSCHE

I CURSO LIVRE DE HUMANIDADES - FILOSOFIA

Schopenhauer - Crítico de Kant: Maria Lucia Cacciola expõe a leitura do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) sobre o idealismo transcendental de Immanuel Kant (1724-1804). O ponto central dessa interpretação está na questão da razão e da vontade. Schopenhauer, ao dar a primazia à vontade, faz objeções à razão prática kantiana e à moral racional fundamentada num sentimento. O fio condutor de sua crítica fixa-se na predominância, no pensamento de Kant, do abstrato sobre o intuitivo.

Nietzsche - O Filósofo da Suspeita: Com a frase “Deus está morto”, Friedrich Nietzsche (1844-1900) resumiu 20 séculos da História Ocidental. Contra o dualismo metafísico – que opõe a existência de outro mundo a esse em que nos achamos aqui e agora – e cuja falência acarretou a sensação de que “nada tem sentido”. O pensamento de Nietzsche coloca em cheque nossa maneira habitual de pensar, sentir e agir, nossa forma costumeira de estar no mundo. Ao anunciar a morte de Deus, ele torna possível repensar as relações entre homem e mundo. Scarlett Marton é professora de filosofia da USP.

FOUCAULT POR ELE MESMO

Nesse documentário, comentários do próprio Michel Foucault seguem imagens e citações de textos de várias de suas obras importantes, como “História da Loucura” e “As Palavras e as Coisas”. Fartas passagens de seus cursos no Collège de France são também divulgadas.Não se trata de uma biografia, apesar de algumas datas (nascimento, morte, datas de saídas de alguns livros…) O propósito deste filme é que o espectador descubra a experiência de um pensamento. Através do cruzamento de textos dos seus livros “Histoire de la folie”, “Surveiller et punir”, “Les Mots et les choses”, “Le Soucis de soi” e excertos de entrevistas e seminários, nomeadamente as conferências que tiveram lugar no Collège de France nos é revelada essa experiência. PASSADO DE VHS PARA DVD - LEGENDADO EM PORTUGUÊS

WITTGENSTEIN

Dramatização moderna, no estilo teatral, da vida do filósofo vienense Ludwig Wittgenstein (1889-1951), cujos principais interesses eram relacionados ao uso e limitações da linguagem. LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR.

domingo, 11 de outubro de 2009

DIARY OF A SEDUCER

DIÁRIO DE UM SEDUTOR é uma comédia filosófica sobre sedução e paixão romântica. Filme e direção de Danielle Dubroux e com Chiara Mastroianni no elenco. Situado em Paris contemporânea.
Uma jovem estudante, Claire, obsessivamente cai no amor com um outro estudante, Gregoire depois de ter lido o seu exemplar do livro de Kierkegaard, Le Journal du séducteur. O livro é aparentemente amaldiçoado, tendo o efeito de provocar qualquer um que lê-lo cair no amor com a pessoa que inclinou-lo. Enquanto Claire está ocupada com Gregoire, ela é perseguida por um outro jovem, Sebastien, que acredita que pode conquistar o seu amor por aparecer para seduzir a mãe dela. Naturalmente, Claire não se impressiona. Apesar de sua atração mútua, Claire descobre Gregoire estranhamente evasivo, mas ela logo descobre seu segredo, embrulhado em um freezer na cozinha ... Ainda sem legendas em português/BR. Em processo de tradução e legengagem.

EM BUSCA DE HEIDEGGER E SARTRE - DOCUMENTÁRIO


Documentário realizado por Paulo Perdigão,

tradutor de O Ser e o Nada de Jean-Paul

Sartre, além de ser especialista e autor de

diversas obras sobre o filósofo. Neste

documentário, temos além de uma breve

biografia dos dois filósofos trechos de

entrevistas, inclusive a famosa entrevista:

Sartre par lui-même.

ÁUDIO/BR E LEGENDAS EM PORTUGUÊ/BR - SEM TRAILER

HUMAN ALL TOO HUMAN - BBC


A série da BBC Human All Too Human inclui três programas fantásticos em Friedrich Nietzsche, Jean Paul Sartre e Martin Heidegger - um trio de pensadores controverso que maciçamente influenciados filosofia do século 20. É uma opção interessante como tudo tinha vida fascinante e turbulenta - Nietzsche termina sua vida de insanidade, Heidegger um nazista arrependido defendida por uma ex-amante judeu, e Sartre, que andou na linha entre o amor livre e mulherengo. Todos tiveram uma enorme influência sobre a psicologia em várias fases, e você pode ver claramente quantos lutaram com os conceitos de mente e sociedade. Os programas abordam tanto os personagens e suas teorias e são alguns dos programas mais envolventes e emocionantes sobre filosofia, um tema essencial que normalmente recebe pouco mais de sátira ou da boca da mídia. Eles são de uma hora cada e vale cada minuto. Ainda sem legendas em português/BR. Em processo de tradução e legengagem.

SARTRE POR ELE MESMO

Documentário autobiográfico em que o filósofo francês fala de sua infância; sua filosofia; descreve sua relação com o surrealismo, o realismo e o concretismo; expõe a formação de sua consciência política na época do nazismo e aborda sua duradoura relação com a escritora Simone de Beauvoir.

Jean-Paul Charles Aymard Sartre (21 de Junho de 1905 — 15 de Abril de 1980) foi um filósofo francês, escritor e crítico, conhecido representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.

Uma entrevista exclusiva com o teatrólogo e maior intelectual do Existencialismo,o documentário Sartre por ele mesmo mostra sua trajetória de vida e os acontecimentos políticos e sociais vividos pelo escritor. Além da participação de Sartre, o documentário conta com depoimentos de sua companheira, a também escritora Simone de Beauvoir. Eles narram episódios e transformações sociais da Europa por que passaram na metade do século passado. Repeliu as distinções e as funções oficiais e, por estes motivos, se recusou a receber o Prêmio Nobel de Literatura de 1964. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência" posterior à existência. LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR
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