segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SÓCRATES DE ROBERTO ROSSELLINI

Com direção do mestre italiano Roberto Rossellini (Roma, Cidade Aberta), esta superprodução européia é a cinebiografia de Sócrates (470 - 333 a.C.), um dos maiores filósofos da Humanidade. Este DVD traz ainda um revelador depoimento de Roberto Bolzani, professor de Filosofia (USP) e especialista em filosofia socrática. Rossellini mostra o final da vida de Sócrates, em especial seu julgamento e sua condenação à morte, com destaque para os célebres diálogos socráticos: "Apologia", discurso de defesa do filósofo; "Críton", em que um dos seus discípulos tenta convencê-lo a fugir da prisão; e "Fédon", com seus últimos ensinamentos antes de tomar a cicuta. Inédito no Brasil, Sócrates é mais uma aula de cinema de Rossellini e um programa obrigatório para os interessados em Filosofia.
Nos extras, depoimento de Roberto Bolzani, professor de Filosofia (USP).
LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR.

SANTO AGOSTINHO DE ROBERTO ROSSELLINI

Com direção do mestre italiano Roberto Rossellini (Roma, Cidade Aberta), Santo Agostinho é uma cinebiografia de Agostinho de Hipona (354 - 430), um dos grandes nomes do Cristianismo e um dos maiores filósofos da Humanidade. A Versátil apresenta o filme com áudio original em italiano e opção de dublagem em português. Rossellini focaliza a principal fase da vida e da obra de Agostinho: o momento em que se torna bispo de Hipona. Com rigor histórico e realismo, o filme mostra seu combate aos heréticos donatistas, a sua famosa oratória, suas idéias e a realização de seus principais livros, como "Confissões" e "Cidade de Deus". Inédito no Brasil, Santo Agostinho é um dos melhores trabalhos de Rossellini e uma oportunidade imperdível de se conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra de Santo Agostinho.
DUBLADO EM PORTUGUÊS/BR. SEM TRECHO.

PASCAL


Rossellini nos apresenta a trajetória de Blaise Pascal (1623 - 1662), dos 17 anos até sua morte precoce, mostrando seus célebres estudos de Matemática e Geometria, seus trabalhos revolucionários sobre o vácuo, os fluidos e a pressão atmosférica; sua relação com o Jansenismo e a concepção de suas principais obras filosófico-religiosas. Nos extras, depoimento de Franklin Leopoldo e Silva, professor de Filosofia (USP). LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR

DESCARTES DE ROBERTO ROSSELLINI

Descartes, excelente cinebiografia do filósofo, físico e matemático francês René Descartes (1596 - 1650), considerado o fundador da Filosofia Moderna e autor da frase "penso, logo existo." Em quase três horas de filme em dvd, Rossellini realiza, com o seu realismo característico, um retrato fascinante da vida de Descartes e de sua busca incessante pelo conhecimento. Acompanhamos várias décadas da vida do pensador, incluindo a escrita e publicação de O Discurso do Método e de suas principais obras, o debate em torno do método cartesiano e seus estudos de geometria analítica. Inédito no Brasil, Descartes é um filme obrigatório para professores, estudantes, pesquisadores e todos os interessados em Filosofia. LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR

GIORDANO BRUNO

O filme mostra a história do astrônomo, matemático, filósofo e escritor Giordano Bruno, que viveu no final do século XVI, um período marcado por graves conflitos entre judeus e protestantes e pelo crescimento do humanismo. Giordano, apesar de ter recebido educação dominicana, discorda das verdades e dogmas da Igreja Católica e abandona a vida clerical, passando a vagar pelo mundo ensinando filosofia e a arte da memória. Suas teorias chocam-se contra o antropomorfismo e a Santa Trindade, principais dogmas do catolicismo, e sua luta política é voltada para o estabelecimento de uma sociedade pacífica, com a união entre os cristãos católicos e protestantes. Propunha um “novo homem”, marcado pela liberdade de pensamento e tolerância religiosa. Sua cosmologia interpretava Deus como a alma do universo, presente em tudo e todos, longe da idéia de um ser único e exterior ao homem como defende a igreja. Defendia também a teoria heliocêntrica de Nicolau Copérnico. Acabou sendo preso pela Inquisição em Veneza. LEGENDAS EM PORTUGUÊS/BR

O IMPACTO DE NIETZSCHE NO SÉCULO XX

HÁ AINDA TANTAS AURORAS QUE NÃO BRILHAM AINDA
Neste DVD, o professor Oswaldo Giacóia Jr., curador desse módulo Filosofia e Sabedoria, apresenta um recorte sobre o pensamento de Nietzsche a partir do livro Aurora – pensamentos sobre os preconceitos morais. Usando a epígrafe dessa obra como referência inicial, ele expõe o esforço de Nietzsche para mostrar aos seus contemporâneos a importância de refletir sobre o conceito de auto-supressão moral. Oswaldo Giacóia Jr: doutor em filosofia pela Universidade Livre de Berlim e professor de ética e história da filosofia contemporânea do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas. SEM TRECHO

A ALEGRIA E O TRÁGICO EM NIETZSCHE

Privilegiando os temas do niilismo e do eterno retorno, a palestra pretende mostrar que um dos principais objetivos de Nietzsche ao criar uma filosofia trágica é defender uma alegria incondicional com a vida, uma aprovação jubilatória da existência. São muitos os textos de Nietzsche que vão neste sentido. Será privilegiado, nesta exposição, o lugar onde o tema da alegria é apresentado com maior relevância: o livro que, para ser condizente com a idéia de trágico e a tentativa de escapar da racionalidade conceitual da filosofia, utiliza uma forma de expressão artística, ou melhor, poético-dramática, que permite considerá-lo o ápice da filosofia de Nietzsche.
Como relacionar a alegria e o trágico? A relação entre esses dois elementos é pensada pelo filósofo Roberto Machado a partir da filosofia trágica de Nietzsche. A afirmação da vida era uma questão muito cara ao filósofo alemão. Para que a vida fosse afirmada, seria preciso combater o pessimismo causado pelo niilismo, particularmente, o niilismo passivo. O programa apresenta os outros tipos de niilismo e também a resposta encontrada por Nietzsche à passividade e ao pessimismo.
TRECHO DO DVD

CAFÉ FILOSÓFICO - NIETZSCHE

O filósofo alemão Nietzsche viveu de 1844 a 1900. Mesmo assim foi capaz de antecipar algumas questões que marcaram a vida e o pensamento dos séculos XX e XXI. Hoje, Nietzsche ainda desperta um grande interesse, tanto no meio acadêmico como fora dele. Mas por que as idéias deste filósofo continuam tão atuais? Para responder esta questão, a filósofa Viviane Mose apresenta alguns dos principais temas da filosofia de Nietzsche e nos mostram os aspectos da vida e da obra deste filósofo que são fundamentais para entendermos o fascínio que ele exerce na atualidade.

Viviane Mosé é Psicóloga e psicanalista, especialista em elaboração de políticas públicas pela Universidade Federal do Espírito Santo. Mestra e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Escreve e apresenta o quadro Ser ou não ser, no Fantástico, onde traz temas de filosofia para uma linguagem cotidiana. TRECHO DO CAFÉ FILOSÓFICO

QUANDO NIETZSCHE CHOROU

Baseado no best-seller e premiado romance de Irvin Yalom, o filme “Quando Nietzsche Chorou” conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (Armand Assante) e o médico Josef Breuer (Bem Cross), professor de Sigmund Freud (Jamie Elman). Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendência suicidas. Breuer passa por uma má fase após ter se envolvido emocionalmente com uma de suas pacientes, Bertha (Michal Yannai), com quem cria uma obsessão sexual e fica completamente atormentado. Breuer é procurado por Lou Salome (Kather Winnick), amiga de Nietzsche, com quem teve um relacionamento atribulado. Ela está empenhada em curá-lo de sua depressão e desespero, assim pede ao médico que o trate com sua controversa técnica da “terapia através da fala”. O tratamento vira uma verdadeira aula de psicanalise, onde os dois terão que mergulhar em si próprios, num difícil processo de auto-conhecimento. Eles então descobrem o poder da amizade e do amor. LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR

DIAS DE NIETZSCHE EM TURIM

O filme recria os meses vividos pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) na cidade de Turim, na Itália, entre abril de 1888 e janeiro de 1889, período de grande fertilidade para o pensador. Foi lá que ele escreveu alguns de seus textos mais luminosos (Ecce Homo, Crepúsculo dos Ídolos, Os Ditirambos, entre outros) e entregou-se radicalmente a suas próprias idéias, transpassando e deixando-se transpassar por todos os signos: das artes, das ciências e da vida. Foi quando silenciou. Caminhante curioso e incansável, muito observou a cidade e explorou seus prazeres. Nietzsche fazia suas anotações, registrava suas imagens em um caderno que levava sempre consigo. Estes apontamentos são uma linha de fuga de sua existência observações, relatos, aforismos, idéias, cartas e nos mostram todo um cosmo espiritual e físico, um homem que pensa, que descobre, que cria, incansável. Homem resistente que produz um raio cujo risco fortalecerá a sensibilidade humana. FILME BRASILEIRO.

A FILOSOFIA ALEMÃ DE KANT A NIETZSCHE

I CURSO LIVRE DE HUMANIDADES - FILOSOFIA

Schopenhauer - Crítico de Kant: Maria Lucia Cacciola expõe a leitura do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) sobre o idealismo transcendental de Immanuel Kant (1724-1804). O ponto central dessa interpretação está na questão da razão e da vontade. Schopenhauer, ao dar a primazia à vontade, faz objeções à razão prática kantiana e à moral racional fundamentada num sentimento. O fio condutor de sua crítica fixa-se na predominância, no pensamento de Kant, do abstrato sobre o intuitivo.

Nietzsche - O Filósofo da Suspeita: Com a frase “Deus está morto”, Friedrich Nietzsche (1844-1900) resumiu 20 séculos da História Ocidental. Contra o dualismo metafísico – que opõe a existência de outro mundo a esse em que nos achamos aqui e agora – e cuja falência acarretou a sensação de que “nada tem sentido”. O pensamento de Nietzsche coloca em cheque nossa maneira habitual de pensar, sentir e agir, nossa forma costumeira de estar no mundo. Ao anunciar a morte de Deus, ele torna possível repensar as relações entre homem e mundo. Scarlett Marton é professora de filosofia da USP.

FOUCAULT POR ELE MESMO

Nesse documentário, comentários do próprio Michel Foucault seguem imagens e citações de textos de várias de suas obras importantes, como “História da Loucura” e “As Palavras e as Coisas”. Fartas passagens de seus cursos no Collège de France são também divulgadas.Não se trata de uma biografia, apesar de algumas datas (nascimento, morte, datas de saídas de alguns livros…) O propósito deste filme é que o espectador descubra a experiência de um pensamento. Através do cruzamento de textos dos seus livros “Histoire de la folie”, “Surveiller et punir”, “Les Mots et les choses”, “Le Soucis de soi” e excertos de entrevistas e seminários, nomeadamente as conferências que tiveram lugar no Collège de France nos é revelada essa experiência. PASSADO DE VHS PARA DVD - LEGENDADO EM PORTUGUÊS

WITTGENSTEIN

Dramatização moderna, no estilo teatral, da vida do filósofo vienense Ludwig Wittgenstein (1889-1951), cujos principais interesses eram relacionados ao uso e limitações da linguagem. LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR.

domingo, 11 de outubro de 2009

DIARY OF A SEDUCER

DIÁRIO DE UM SEDUTOR é uma comédia filosófica sobre sedução e paixão romântica. Filme e direção de Danielle Dubroux e com Chiara Mastroianni no elenco. Situado em Paris contemporânea.
Uma jovem estudante, Claire, obsessivamente cai no amor com um outro estudante, Gregoire depois de ter lido o seu exemplar do livro de Kierkegaard, Le Journal du séducteur. O livro é aparentemente amaldiçoado, tendo o efeito de provocar qualquer um que lê-lo cair no amor com a pessoa que inclinou-lo. Enquanto Claire está ocupada com Gregoire, ela é perseguida por um outro jovem, Sebastien, que acredita que pode conquistar o seu amor por aparecer para seduzir a mãe dela. Naturalmente, Claire não se impressiona. Apesar de sua atração mútua, Claire descobre Gregoire estranhamente evasivo, mas ela logo descobre seu segredo, embrulhado em um freezer na cozinha ... Ainda sem legendas em português/BR. Em processo de tradução e legengagem.

EM BUSCA DE HEIDEGGER E SARTRE - DOCUMENTÁRIO


Documentário realizado por Paulo Perdigão,

tradutor de O Ser e o Nada de Jean-Paul

Sartre, além de ser especialista e autor de

diversas obras sobre o filósofo. Neste

documentário, temos além de uma breve

biografia dos dois filósofos trechos de

entrevistas, inclusive a famosa entrevista:

Sartre par lui-même.

ÁUDIO/BR E LEGENDAS EM PORTUGUÊ/BR - SEM TRAILER

HUMAN ALL TOO HUMAN - BBC


A série da BBC Human All Too Human inclui três programas fantásticos em Friedrich Nietzsche, Jean Paul Sartre e Martin Heidegger - um trio de pensadores controverso que maciçamente influenciados filosofia do século 20. É uma opção interessante como tudo tinha vida fascinante e turbulenta - Nietzsche termina sua vida de insanidade, Heidegger um nazista arrependido defendida por uma ex-amante judeu, e Sartre, que andou na linha entre o amor livre e mulherengo. Todos tiveram uma enorme influência sobre a psicologia em várias fases, e você pode ver claramente quantos lutaram com os conceitos de mente e sociedade. Os programas abordam tanto os personagens e suas teorias e são alguns dos programas mais envolventes e emocionantes sobre filosofia, um tema essencial que normalmente recebe pouco mais de sátira ou da boca da mídia. Eles são de uma hora cada e vale cada minuto. Ainda sem legendas em português/BR. Em processo de tradução e legengagem.

SARTRE POR ELE MESMO

Documentário autobiográfico em que o filósofo francês fala de sua infância; sua filosofia; descreve sua relação com o surrealismo, o realismo e o concretismo; expõe a formação de sua consciência política na época do nazismo e aborda sua duradoura relação com a escritora Simone de Beauvoir.

Jean-Paul Charles Aymard Sartre (21 de Junho de 1905 — 15 de Abril de 1980) foi um filósofo francês, escritor e crítico, conhecido representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.

Uma entrevista exclusiva com o teatrólogo e maior intelectual do Existencialismo,o documentário Sartre por ele mesmo mostra sua trajetória de vida e os acontecimentos políticos e sociais vividos pelo escritor. Além da participação de Sartre, o documentário conta com depoimentos de sua companheira, a também escritora Simone de Beauvoir. Eles narram episódios e transformações sociais da Europa por que passaram na metade do século passado. Repeliu as distinções e as funções oficiais e, por estes motivos, se recusou a receber o Prêmio Nobel de Literatura de 1964. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência" posterior à existência. LEGENDADO EM PORTUGUÊS/BR
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012


 
 Seres HUMANOS de raciocinio lógicos ou não, de memórias curtas ou nobres comentem o que voces acharam desta comédia ... Rel? Fictícia?  ou Onde estar a Filosofia ?

14/12/2012 19h04 - Atualizado em 14/12/2012 19h05

'EUA fingem que ataque é um caso policial e não político', diz especialista

Para professor da UFRJ, tiroreio em escolas é um fenômeno social.
Facilidade no acesso a armas automáticas facilita ação dos atiradores.

Do G1, em São Paulo
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Garoto é confortado por funcionária da escola (Foto: Michelle McLoughlin/Reuters)Garoto é confortado por funcionária da escola
(Foto: Michelle McLoughlin/Reuters)
Especialistas ouvidos pelo G1 e pela Globo News apontam a facilidade no acesso às armas, vulnerabilidade na segurança das escolas, a falta de políticas públicas para tratar da violência são fatores que levam a incidência de casos como o desta sexta-feira (14), quando um atirador abriu fogo em uma escola infantil na pequena cidade de Newtown, no estado americano de Connecticut. No total, 27 pessoas, a maioria crianças, morreram no ataque. O atirador também morreu.
“Não podemos adivinhar onde uma pessoa profundamente frustrada e magoada vai cometer um crime de massa, mas por análise estatística podemos perceber que nos EUA a escola é o alvo principal e precisa ser protegida”, indica o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ), Francisco Carlos Teixeira da Silva, em entrevista à Globo News.
Segundo ele, “o estado americano finge que é caso policial e não de políticas públicas”.
“Quando um fato social se repete muitas vezes com o mesmo contorno não pode ser tratado como um caso isolado. Este caso precisa sair da esfera policial e ir para a esfera política. É um fenômeno social que deve ser tratado com políticas públicas.”
O professor indica que o melhor forma de evitar estes ataques é limitar o acesso às armas automáticas. Segundo ele, a cultura americana misturou uma noção deturpada de liberdade e de virilidade (a maioria dos atiradores são jovens do sexo masculino) em torno desses crimes massivos que são cometidos.
Para Bruno Langeani, coordenador do Instituto Sou da Paz, a facilidade de acesso a armas automáticas com pouco controle aumenta muita a letalidade desses ataques. “É muito difícil conseguir antecipar uma pessoa que está com distúrbio mental pratique este atentado”, afirmou ao G1. “O que se consegue evitar com uma lei de controle de armas rígidas é o acesso da pessoa à arma e a letalidade desses ataques. Uma coisa é uma pessoa que vai fazer isso com uma faca, outra coisa é com um rifle semiautomático capaz de disparar vários tiros antes de recarregar.”
Langeani afirmou que a legislação brasileira é mais rigorosa no controle de armas do que a dos Estados Unidos. O coordenador lembrou do ataque na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, no ano passado, quando um atirador matou 12 alunos e feriu outros 10 antes de ser morto. “A legislação brasileira é positiva na questão de estabelecer uma exigência de um atestado psicológico para quem quer comprar arma ou andar armado. Quando foi renovar o certificado de registro a cada três anos tem que apresentar todos os requisitos novamente. Muitas pessoas desenvolver distúrbio psicológico com o tempo.”
Ele destacou ainda que esta semana um projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados propondo uma mudança no Estatuto do Desarmamento para a implantação de chips nas armas fabricadas no país e nas importadas. “Isso vai facilitar o rastreamento das armas, identificar e incriminar as pessoas pelos desvios e dificultar a supressão da numeração”, destaca. O projeto tramita em caráter conclusivo e será ainda analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
mapa tiroteio connecticut VERSAO 2 14/12 (Foto: 1)


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012



FILOSOFIA HEIDEGGERIANA: UM PENSAMENTO CRÍTICO AO PROBLEMA DO PENSAMENTO
Publicado em 4 de novembro de 2012 por Mauricio Filho
O presente trabalho visa tecer um breve comentário a respeito do modo pelo qual Heidegger apresenta sua filosofia, a chamada filosofia Heideggeriana. Busca-se investigar o papel do pensamento em sua filosofia, bem como descobrir de que modo o pensamento cumpre esse papel. Para isso, tomaremos como objeto de apreciação os textos O fim da filosofia e a tarefa do pensamento [2], O que quer dizer pensar  e Ciência e pensamento do sentido [4].
A justificativa para o desenvolvimento deste artigo encontra-se no próprio objetivo de se estudar Filosofia. Trata-se, portanto, do exercício do pensamento nas questões filosóficas fundamentais. A metodologia aplicada é a análise dos textos mencionados anteriormente, e o conteúdo é o próprio objeto de estudo em análise.
Antes de tudo, é necessário compreender os pressupostos da teoria Heideggeriana. Como toda teoria parte de um fundamento, a filosofia de Heidegger fundamenta-se no método fenomenológico e hermenêutico. Em outras palavras, Heidegger estuda o pensamento enquanto fenômeno, mediante a investigação da própria consciência. E, por assim dizer, debate com a própria compreensão e interpretação humana com relação ao pensamento, uma vez que aplica tarefa hermenêutica ao tornar compreensível o papel deste.
O pensamento em Heidegger adquire o mesmo problema do sentido do ser, pois, para ele, o ser encontra-se sob dois modos distintos: o ser enquanto é (ESSE), ou o próprio ser, e o ser enquanto sendo (ENS), ou o ser que se manifesta a nós enquanto ente. Heidegger evidencia que não devemos nos prender ao domínio do ente, mas sim nos dedicarmos ao estudo adequado do ser. Para o filósofo, por muito tempo o pensamento humano limitou-se ao estudo do ser manifestado a nós, e sua proposta é estudar adequadamente “o ser do ente”.
O pensamento, assim, configura-se como uma entidade, de tal modo que precisa ser compreendido e esclarecido para abordar com coerência seu estudo. Para Heidegger, o ser possui modos distintos de ser, e o pensamento, enquanto ser, também precisa de uma análise adequada.
A filosofia existencial de Kierkegaard é o ponto de partida do pensamento Heideggeriano, de tal maneira que Heidegger estrutura sua filosofia no conceito de Dasein (o ser-no-mundo). Cada ente, segundo Heidegger, possui seu ser único, e por essa razão o autor busca investigar o sentido, os modos e a própria manifestação do ser. Propõe uma compreensão ontológica, transcendente ou inteligível do ser, em contrapartida a uma compreensão ôntica, sensível e imanente sob a qual a tradição havia se prendido.
Heidegger procura abordar o papel do pensamento a partir de uma investigação que se encontra no próprio modo de ser do pensamento. Uma vez que o Dasein é o ente que inicia qualquer questionamento, o pensamento só pode ser utilizado por um ser pensante. Assim, somos um ser e um ente em grau distinto de privilégio, capaz de questionar o ente e o ser, e possuir uma compreensão do próprio ser. Mas além disso, existimos para investigar o ser, explorando as estruturas existenciais do pensamento.
Para Heidegger, o ser e o pensar coexistem no universo, e o pensamento apropria o ser como a si mesmo. O pensamento, sob o ponto de vista heideggeriano, traz o objeto de estudo para si, de tal modo que tudo o que se pensa é também “a-se-pensar”. Mais que um pensamento puramente reflexivo da questão do pensamento, o pensamento em Heidegger é autônomo, e se pauta no diálogo com o ser do pensamento. E procura pensar a verdade do ser, prendendo-se a uma ética original de pensar reiteradamente tudo o que se apresenta como insuficientemente pensado [5].
O pensamento heideggeriano sugere um livramento de discursos que determinam e aprisionam o ser, inclusive o próprio modo de ser do ser humano. Esse pensamento, por outro lado, nos liberta e dá sentido à vida, uma filosofia do sentido que nos direciona em busca do próprio sentido da nossa existência. A nossa experiência adquire, com o exercício adequado do pensamento, um sentido que é determinado pelo ser que pensa, e não por uma sociedade sem sentido. Além disso, somos um ser que dá sentido e significado aos demais seres e entes. Somos seres pensantes que investigam, inclusive, o próprio ser humano.
Finalmente, a tarefa do pensamento é restituir-se de afetividade e responsabilidade mediante um pensar essencial que compreende e reconhece sua própria impossibilidade de ser completo. O pensamento ético proposto por Heidegger entrega-se a essa impossibilidade, permitindo que germine a possibilidade de acompanhar a própria evolução do pensamento complexo. O problema do sentido do pensamento é, portanto, a ação inacabada de restauração do pensamento enquanto “ser-no-mundo”, pelo exercício crítico e uso consciente da razão.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Filosofia Contemporânea

 



Qual a relação da filosofia cartesiana com o conheçimento cientifico?



René Descartes especulou sobre o método de se obter conhecimento, em seu famoso livro "Discurso do Método" e também em "Meditações". Isso por que pouco tempo antes a Escolástica, que era a filosofia da Idade Média, caiu por terra, ou teve seus fundamentos postos em dúvida. A Escolástica foi a filosofia feita por Santo Tomás de Aquino, que adaptou a filosofia de Aristóteles à revelação cristã. E como pensava Aristóteles, a Escolástica supunha que a razão poderia explicar tudo, ou seja, que a realidade era perfeitamente racional.
Com o desenvolvimento das ciências naturais, que tinham como base a observação da natureza, percebeu-se que muita coisa que a Escolástica acreditava, e que deduziu com base na razão (que a terra era o centro do universo, por exemplo), se mostrou um equívoco. Então Descartes se pôs a meditar, querendo saber o que poderia garantir nossas certezas, a fim de evitar que se construa conhecimento equivocado.
Depois de muito meditar ele acabou dividindo o conhecimento em duas áreas. A primeira é a que se pode obter pela razão, tipo a matemática e as ciência naturais. A segunda a que temos de outro modo, tipo a metafísica e a religião. Tal maneira de organizar o conhecimento se denomina “duplicidade do real”, em contraposição com a “unicidade do real”, de Aristóteles e da Escolástica. E é uma volta a condição anterior de Aristóteles, em Platão, que preconizava dois mundos, o mundo dos fenômenos e o mundo das formas, ou ideias (eydos, em grego), que seria o verdadeiro mundo, sendo o mundo dos fenômenos apenas uma projeção apagada dele.
Então, respondendo à pergunta, a filosofia cartesiana foi o início filosófico da Era Moderna, uma era que se caracteriza por uma abordagem dupla do real. Ou seja, as ciências naturais somente conseguiram se firmar e se desenvolver quando o mundo e as coisas passaram a ser consideradas como algo meramente material, independentes de Deus ou de deuses. E aquilo que ultrapassa a razão, tal como o sobrenatural, foi afastado para outra esfera, o nosso conhecido “céu”, que tem uma abordagem diferente, pelas religiões modernas.
Mas esta maneira de encarar o problema não é uma novidade, pois já vimos que Platão já pensava assim. Mas não somente ele, pois Sto. Agostinho já disse quase a mesma coisa, muitos séculos antes. É que o pensamento tem esta característica muito interessante: Uma ideia às vezes aparece como um anúncio, depois desaparece por séculos, para reaparecer de novo, com outra roupagem, em outras circunstâncias.